DEU CERTO COMIGO. Amolando meu machado. Por onde começar a estudar?

3º GRANDE ERRO

Todo concurso é preparado por uma banca (excepcionalmente do próprio órgão, normalmente contratada, Ex.: FCC, CESPE, ESAF, etc.), cada uma com seu estilo de prova, umas cobrando mais a letra da lei, outras jurisprudência e/ou doutrina, etc.

Digo mais, mesmo conhecendo a banca, nada disso adianta se também não conhecer como vem sendo cobrada as questões relativas ao cargo a que pretende concorrer, seja da própria banca responsável pelo concurso ou das demais com relação ao mesmo cargo, para lhe possibilitar entender os pontos mais cobrados, pertinentes à função que pretende exercer.

Não adianta estudar todo o edital de maneira uniforme, sem priorizar os pontos mais relevantes para o cargo a que vai disputar, sem entender se deve estudá-los de maneira mais aprofundada ou superficial (Ex.: só letra da lei, doutrina, jurisprudência ou todos eles).

Cito como exemplo que mesmo para uma banca como CESPE, que adora jurisprudência, em algumas matérias (ou seus assuntos) há uma tendência de cobrar mais a letra da lei e apenas para parte dessa matéria é que você deve aprofundar o estudo com doutrina e jurisprudência.

Ora, como se observa, meu terceiro e grande erro, no início, foi não estudar a banca e as tendências das questões para o cargo antes de começar a estudar para o concurso, o que me fez “apanhar muito”, algumas vezes até desistindo de fazer concursos. Lembrem-se, passei praticamente 05 anos sem fazer concurso público algum.

Depois que corrigi esse erro, muita coisa mudou, passei a fazer questão de “perder” muito tempo estudando a banca e as tendências das questões para o cargo, evoluindo nos resultados ao ponto, como já disse, de passar em 1º lugar mais de uma vez e, praticamente, ser aprovado em quase todos os concursos que disputei depois disso.

Para ilustrar esse ponto trago aqui o exemplo do machado.

Machado! Como assim? Explico com um exemplo hipotético.

Tingulinho e Tingulau começaram a trabalhar cortando árvores, sendo que o primeiro trabalhava só de manhã e o segundo nos dois expedientes. Ao final da semana o patrão percebeu que Tingulinho, embora só trabalhasse meio expediente, cortou mais árvore que Tingulau. Preocupado para não ser demitido, Tingulau procurou saber de Tingulinho como ele tinha conseguido cortar mais árvores trabalhando em menor tempo. Este perguntou a Tingulau: Você em algum momento parou para amolar o machado? Respondeu que tinha muito trabalho para fazer e não pensou em “perder tempo” afiando o machado.

Na preparação para o concurso parece que também é assim e por vezes copiamos o cortador de árvores. Temos tanta matéria para estudar que nos esquecemos de afiar nosso machado, estudando mais tempo e sendo menos eficiente no resultado.

Em outras palavras, “amolar o machado” é tão necessário quanto estudar. Caso contrário, estaremos produzindo menos e tendo um desgaste cada vez maior.

Entenderam uma das razões para eu ter passado em tantos concursos, mesmo com menos tempo para estudar que muitos concorrentes?

 

Um dos motivos foi esse, gastava mais tempo (o pouco que tinha) em assuntos mais relevantes (repetia mais de uma vez o que realmente importava), “amolando bem meu machado antes de partir para o combate”, fazendo com que, talvez, minhas duas horas de estudo por dia fossem bem mais úteis e aproveitadas do que aquele concorrente que estuda quatro horas por dia.

 

Prof. Douglas Silva
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DOUGLAS JOSÉ DA SILVA

– Professor do EMAGIS

– Juiz de Direito do TJPE

– Ex-Juiz de Direito do TJCE

– Ex-Oficial de Justiça Federal

– Ex-Delegado de Polícia

– Ex-Servidor do Banco Central-BACEN

– Ex-Sargento do CBMPE

– Ex-Soldado do CBMPE

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